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Este trem vai para Florença

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Nestes trinta anos de crescimento dinâmico, a Escola de Evangelização Santo André passou por diferentes etapas e até distintos nomes. Quando a Escola nasceu em 1981, foi batizada como “Escola de Apóstolos” e tinha somente um curso: O atualmente chamado “Paulo, Formação de evangelizadores”, baseado em minha tese do Instituto “Lumen Vitae” de Bruxelas. Nesse tempo sua roupagem estava delineada pelos moldes da Renovação Carismática.

Em 1986 nos integramos ao Projeto “Evangelização 2000”, onde os espaços se ampliaram. Quando saí da Evangelização 2000 em 1993, nos unimos ao padre Emiliano Tardif, M.S.C. e ao padre Ricardo Argañarazcom a fisionomia KEKAKO, que expressava os três pilares do nosso trabalho: KErygma, KArisma e KOinonia. Essa mudança alargou as cordas de nossa tenda.

Motivados pela rápida expansão de nossa escola kerygmática, a chamamos “Escola de Evangelização Santo André”, que busca Pedros que anunciem, sirvam e amem o Senhor Jesus, mais e melhor que nós mesmos.

Durante este processo, sem deixar de reconhecer o valioso aporte de vários colaboradores, cujo coração batia em uníssono com o nosso, tivemos também a constante pressão pessoas que, em vez de compreender nossa originalidade, queriam nos estacionarnos paradigmas tradicionais. Outros tentaram mudar o objetivo e conteúdo dos cursos. Algumas autoridades religiosas me pressionaram para “melhorar” o perfil da Escola e outras não compreenderam nosso carisma próprio. Em várias ocasiões nos pediram para adotar um esquema doutrinal e catequético, com um Programa de Formação baseado no Catecismo da Igreja Católica. Em não poucos areópagos, quiseram que a Escola seja fonte de promoção social, centro de teologia ou seminário de liturgia. Ainda que todas estas cores integrem o arco íris da Escola, seu perfil foi bem definido ao longo desses trinta anos: “Formar novos evangelizadores kerygmáticos para a Nova Evangelização”.

Tudo isso tem contribuído para estabelecer a identidade de nosso Projeto Pastoral, Programa de Formação e organização logística. Para expressar esses aspectos, vou contar uma historia vivida na agitada estação de trem de Milão:


Enquanto esperava o horário de minha saída para Florença, e tantos trens chegavam, enquanto outros tantos partiam em todas as direções, encontrei-me com um grupo de amigos e conhecidos que passeavam pela Itália. Um deles me sugeriu:

- Por que não vem a Veneza conosco?

Eu simplesmente lhe respondi:

- Meu trem vai para Florença.

Um grupo de senhoras muito piedosas me convidou a Civitavecchia, onde há uma imagem de Maria que supostamente chora sangue. Eu repeti uma vez mais:

- Meu trem vai para Florença.

Um casal me pediu que os acompanhasse a Torino para visitar o santo sudário. Eu levantei os ombros e lhes disse:

- Já tenho meu bilhete para Florença.

O mais tentador foi quando um sacerdote comentou comigo que iria a Nápoles para percorrer o caminho de São Paulo em sua primeira prisão romana. Inclusive me pagava todas as despesas se eu o acompanhasse. Sem duvidar meio segundo, afirmei com toda segurança:

- Meu trem vai para Florença.

Uma religiosa disse-me que seria melhor se eu fosse para Roma, o centro da catolicidade; mas eu respondi sem hesitação:

- Meu trem já está saindo para Florença.

O último me questionou:

- Para que vai para Florença? Melhor ficar aqui em Milão para visitar a Última Ceia de Leonardo e ir ao Duomo, obra cume do estilo gótico.

Eu mostrei a ele o meu bilhete:

- Já comprei meu bilhete para Florença. Não posso ficar onde estamos. Devo ir adiante. Vou a Florença.

Cada um dos meus amigos pegou seu próprio trem na direção que eles haviam preferido, enquanto eu embarcava no meu, sem escalas, para Florença.

 

Esta história resume as pressões que sofremos de muitas e variadas formas para mudar visão, objetivos e conteúdos da Escola de Evangelização Santo André, assim como pessoas que tratam de tomar seus próprios caminhos dentro da Escola Santo André, ou os que a utilizam para objetivos louváveis, mas pessoais. Entretanto, nós aproveitamos a oportunidade para mostrar com clareza que o trem da Escola Santo André vai para Florença, o que significa: a missão inevitável de “Formar novos evangelizadores, e evangelizadores kerygmáticos, para a Nova Evangelização”. Há outros trens para capacitar teólogos, agentes de pastoral social e mestres de seminários. “Nosso trem vai para Florença”. Não atendemos a todos os campos da pastoral, mas sim formamos evangelizadores para qualquer um deles. Nosso objetivo é uma Igreja evangelizada e evangelizadora, que evangelize com grande poder, com a força do Evangelho, e a Dynamis e Parresia do Espírito Santo.

A velocidade do “trem que vai a Florença” está estabelecida pelo fator multiplicador, integrado por: evangelizar, formar evangelizadores e formar formadores de evangelizadores, com cursos reproduzíveis.

“Este trem que vai a Florença” tem dois trilhos bem definidos:

•             Um Projeto Pastoral, onde se estabelecem a visão e os princípios de nossa missão.

•             Um Programa de Formação PEPSI (PErmanente, Progressivo, Sistemático e Integral) com 21 cursos em três etapas.

“Este trem vai para Florença” define a locomotiva da ferrovia: Uma só Oficina Internacional com um Diretor Internacional, auxiliado de um Conselho, e várias Oficinas Nacionais, com uma Bússola que orienta como se trabalha na Escola.

“Este trem vai para Florença” mostra a coluna vertebral de nosso Projeto KEKAKO: KErygma, KArisma e KOinonia. Não somos um supermercado onde há de tudo, mas aqui, na Escola de Evangelização Santo André, pode-se encontrar o melhor no campo prático da evangelização kerygmática.

Neste “trem que vai para Florença” temos já desenvolvida uma metodologia ativo-participativa, que não segue os caminhos da metodologia escolástica nem magistral, mas o aluno se torna participante, que aprende a evangelizar, evangelizando.

Este “trem vai para Florença” não se identifica com nenhum Movimento da Igreja, mas atendemos a todos. Servimos ao Evangelho, ou melhor, a Jesus Evangelho, como Igreja e na Igreja, em comunhão com os Pastores da mesma. Sonhamos com uma Escola de Evangelização em cada paróquia da Igreja Católica.

A alma e motivação desse trem que vai para Florença é a Palavra de Deus:

•             Jeremias: Seduziste-me, Senhor, e eu me deixei seduzir.

Partimos de um encontro pessoal com Jesus vivo, que nos torna testemunhas que não podem deixar de falar o que viram e ouviram.

•             Jesus: Ide e anunciai a Boa Nova a toda a criação.

Um católico que não evangeliza não é digno de levar este glorioso nome, já que significa que não foi evangelizado, somente sacramentalizado.

•             Paulo: Meu viver é Cristo.

Jesus, Salvador e Senhor, é nossa motivação e centro de nossa vida.

•             Nosso Lema: Ai de mim se eu não evangelizar.

Ai de mim se não formar evangelizadores e ai de mim se não formar formadores de evangelizadores.

No firmamento do “trem que vai para Florença” não brilha senão um só Salvador e Senhor: Jesus, o filho de Maria, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo e se torna o Evangelho que anunciamos.

Nossa inspiração é o apóstolo André, que busca Pedros que sigam, anunciem e amem a Jesus, mais e melhor que nós mesmos.

Não somos o único meio de transporte na tumultuada estação de trem, mas somos um que vai sem escalas, transbordos nem desvios, com um carisma próprio que delineia o perfil de nossa identidade. Nossa vocação é profética, e devemos pagar o preço de abrir caminhos, e não ser colonos que toda a noite lançam as redes do mesmo lado. Ser criativos e romper os paradigmas tradicionais não é fácil, mas é emocionante, porque é aprender a caminhar sobre as águas.

Convidamos todos os que se sintam chamados a engatar-se neste trem para que, caminhando, façamos caminho na mesma direção, no mesmo ritmo e com o mesmo entusiasmo. Bem vindos todos os que queiram ir a Florença, identificando com esta cidade nosso Projeto Pastoral. Não somos nem melhores nem piores que outros, simplesmente diferentes membros do Corpo de Cristo. Este trem vai para Florença.

Se alguém decide ir a Nápoles, Roma ou Torino, estão saindo muitos trens do coração da Igreja. Há variedade de carismas e ministérios dentro do Corpo de Cristo, mas a Escola de Evangelização Santo André vai para Florença.

A Escola de Evangelização Santo André já é uma realidade no mundo da evangelização. Recebemos e agradecemos todos os embarques que se dirijam a Florença, mas se outras pessoas se sentem capazes de delinear e criar outro caminho, podem tomar outro trem, pois “este trem vai para Florença”.

 

José H. Prado Flores

Diretor Internacional das Escolas de Evangelização Santo André


 

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